"Suprima o pedestal, de repente você estará ao nível das crianças. Você as verá não com olhos de pedagogos e chefes, mas com olhos de homens e crianças, e com este ato você reduzirá seguidamente a perigosa separação entre aluno e professor que existe na escola tradicional". Freinet
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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Como surgiu este blog

blog – liga da leninha _ pedagogas em ação

No dia 25/08/2011, nosso primeiro encontro com a professora Alzira da disciplina Organização da Educação Infantil, ela nos propôs que realizássemos o projeto “Árvores dos Desejos”,  nos pediu para que escrevêssemos em uma folha o que esperávamos da disciplina, em seguida colocamos os papéis no chão formando um circulo, e fomos lendo os desejos umas das outras,  à medida que foram surgindo afinidades dos temas fomos formando grupos.
Ao longo do semestre, a professora disponibilizou algumas aulas para que pudéssemos nos reunir e discutir o andamento do projeto. Alguns grupos foram fazendo apresentações no decorrer do período, outros estavam trabalhando mais em silêncio.
No princípio, pareceu que nem todas as alunas levaram este projeto muito a sério, mas no processo de desenvolver dos trabalhos fomos nos envolvendo mais com os temas. Cada grupo teria que apresentar o seu tema para toda a turma.
A temática do nosso grupo foi definida como “Formação Continuada”, pesquisamos, reunimos alguns textos e nos informações sobre o assunto, mas precisávamos definir como apresentaríamos o  trabalho. Então surgiu a ideia de criar um blog, que no início teve o intuito de ser apenas uma forma de apresentarmos o nosso trabalho, mas percebemos que um trabalho que alcançou proporções tão elevadas, não poderia ficar apenas para nós.
Então está aí, o primeiro blog do 4º Período de Pedagogia-Manhã 2º semestre 2011 da Fundação Helena Antipoff, sintam-se à vontade para participarem e contribuírem para o crescimento deste trabalho, que é de toda a turma.
Componentes: Scheila, Danielle, Wiara, Claudia.

Criar um blog foi uma de nossas tentativas de diminuir a distancia entre professores e o mundo tecnológico, de também aproveitar o lado bom da mesma para criar vínculos entre mestres de toda parte do mundo.
O projeto “árvore dos desejos” idealizado pela professora Alzira a frente da disciplina Organização da Educação Infantil é responsável por este fruto, o blog Liga da Leninha com o qual queremos ficar conhecidas como uma turma unida em nome de Helena Antipoff que bem antes de nós se preocupou com a formação continuada de professores atuantes.
Os blogs e a internet são uma grande arma para este desafio, manter professores atualizados e conhecedores do mundo no qual os nossos alunos são narradores ativos e participantes.

Pedagogas.
“Evidentemente, há só um meio de escapar ao espetáculo de nós mesmos
e da censura de nossa consciência-agir.
É necessário agir de tal maneira que a finalidade da ação nunca
seja em proveito de nós mesmos, e sim agir tendo em vista outras plagas e outras vidas.”

HELENA ANTIPOFF


quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

O Que é Pedagogia de Projetos?

O que são projetos?
São inúmeras as atividades humanas nas quais, atualmente, a idéia de projetos está colocada como uma nova forma de organizar e realizar as atividades profissionais.
acesse o site e saiba mais
www.projetospedagogicosdinamicos.kit.net

Almanaque

Um almanaque ou Almanach (do árabe al-manākh) é uma publicação (originalmente anual) que reúne um calendário com datas das principais efemérides astronômicas como os solstícios e as fases lunares, mas atualmente os almanaques englobam outras informações com atualizações periódicas específicas a vários campos do conhecimento

Clique aqui Veja o almanaque Produzido pelas alunas do Curso de Pedagogia FHA/ISEAT

SUGESTÃO: Professor(a) você pode trabalhar o almanaque com sua classe.

ALFABETIZAÇÃO

Ajustar a fala à escrita, desafio de quem lê cordel
Blog - Projeto de cordelPor Sil Augusto 0

cordel5.jpg

Todos sabem que para as crianças se alfabetizarem plenamente, precisam ter um contato intenso com os textos. Mas que tipo de contato é esse? E que tipo de texto elas precisam?

O planejamento do trabalho de alfabetização pressupõe a escolha da qualidade e da quantidade de textos, mas também uma certa ordenação. É importante decidir por onde começar, o que ler primeiro, como ler, o que deve ser disponibilizado na sala etc. No caso desse projeto, consideramos alguns critérios de escolha dos autores e dos tipos de cordel que apresentaríamos às crianças. Escolhemos muitos clássicos, textos de diferentes tipos e funções. Os folhetos de cordel foram trazidos para a sala e passaram a "morar" ao lado da estante dos demais livros, num varal onde ficaram pendurados à altura das crianças. Alguns eram realmente curtos e de fácil memorização, mesmo porque, o modo com as rimas são construídas, ajuda o leitor a memorizá-las.

Apresentamos também textos bem pequenos e muito diferentes dos romances clássicos, obras de um autor de cordel contemporâneo, aliás, o mais velho cordelista vivo: J. Borges. O autor intitulou a coleção de “Cordel para Crianças”. Escolhemos essa coleção porque, segundo nossa avaliação, um forte potencial para ser assimilado como parte do repertório de memória do grupo. E por que achávamos que esse seria um bom repertório para o grupo? Não apenas porque os textos eram curtos, mas principalmente, porque eram muito divertidos e bem construídos.

A coleção do Borges logo virou uma febre. Assim, o primeiro movimento das crianças foi para formar a preferência literária. Nas rodas de leitura elas podiam indicar os cordéis que gostariam de ler. E de tanto que pediam para ler, e ler de novo e ler mais uma vez, acabaram por memorizar trechos dos favoritos, principalmente do início. O campeão de audiência da turma era A Cachorra Matraca e O Galo de Honório. As crianças morriam de rir ao ouvir as passagens que apresentavam palavras que para eles eram “palavrões”, termos que não se usa normalmente no cotidiano. Além do que, a história, na verdade, é um caso engraçado. Diogo, Noah e Ricardo passaram a ser assíduos freqüentadores das rodas de leitura e, em pouco tempo, a história foi memorizada. Théo e Maurício passaram a improvisar outras histórias partindo daquela estrutura rítmica e do mote principal, com eventos engraçados e constrangedores. Já Mariana, Bruna e Marina gostavam de repetir as histórias de princesas como a da linda Creusa, que presa na torre só aparece na janela uma vez por ano para mostrar toda sua beleza, ou ainda a Princesa da Pedra Fina, cujo encanto foi quebrado por um valente príncipe. Mas claro que se houvesse uma rodinha em que alguém prometesse cantarO Galo de Honório lá estavam elas.

Com a concorrência de tantos novos folhetos, as crianças começaram a apelar para os amigos que tinham autonomia para ler o texto para um pequeno grupo que se aboletava diante do cordão estendido no canto da sala, onde deixávamos pendurados os cordéis.

Isso criou uma condição ótima para todo o grupo que estava aprendendo a ler: todos gostavam muito de ouvir as leituras, tinham os textos em mãos e sabiam trechos de memória. Ficava, então, a tarefa de ajustar o falado ao escrito, orientando-se pelas estrofes, seguindo o modelo dos amigos e do próprio professor que lia para a sala. A curiosidade e o desejo da criança que quer ler, e as condições necessárias para o fazê-lo são os dois pontos que unem o círculo dos leitores recém alfabetizados. Assim, as crianças foram aos poucos regulando o ritmo da leitura a cada linha do poema, constatando algumas regularidades nos encontros daquilo que falamos àquilo que se escreve, constituindo uma experiência leitora das mais relevantes.

E você, leitor, já pensou em situações semelhantes para criar um ambiente propício à alfabetização? Pensou sobre as tantas possibilidades de leitura a partir de textos que se sabe de memória? Traga suas experiências para esse blog. Na próxima página, vou apresentar algumas outras situações que os professores podem fazer para ajudar a criança a ler por conta própria a partir dos textos que sabe de cor.


Paulo Freire / Jean Piaget

Verdades da Profissão de Professor

Ninguém nega o valor da educação e que um bom professor é imprescindível. Mas, ainda que desejem bons professores para seus filhos, poucos pais desejam que seus filhos sejam professores. Isso nos mostra o reconhecimento que o trabalho de educar é duro, difícil e necessário, mas que permitimos que esses profissionais continuem sendo desvalorizados. Apesar de mal remunerados, com baixo prestígio social e responsabilizados pelo fracasso da educação, grande parte resiste e continua apaixonada pelo seu trabalho.
A data é um convite para que todos, pais, alunos, sociedade, repensemos nossos papéis e nossas atitudes, pois com elas demonstramos o compromisso com a educação que queremos. Aos professores, fica o convite para que não descuidem de sua missão de educar, nem desanimem diante dos desafios, nem deixem de educar as pessoas para serem “águias” e não apenas “galinhas”. Pois, se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a sociedade muda.
Paulo Freire


"A principal meta da educação é criar homens que sejam capazes de fazer coisas novas, não simplesmente repetir o que outras gerações já fizeram. Homens que sejam criadores, inventores, descobridores. A segunda meta da educação é formar mentes que estejam em condições de criticar, verificar e não aceitar tudo que a elas se propõe."

(Jean Piaget)



"Eu e minha classe" ou "Nós e nossa escola"

Formação de professores numa escola aprendiz

Devemos substituir o “eu e minha classe” por uma afirmativa consistente de “nós e nossa escola”. Com essa ideia na cabeça, a professora Monica Gather Thurler, da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Genebra, na Suíça, desenvolveu suas ideias sobre a formação contínua de professores num seminário promovido pela Pueri Domus Escolas Associadas, em conjunto com a Artmed Editora, que reuniu cerca de 700 pessoas no Hotel Intercontinental, em São Paulo, nos dias 10 e 11 de agosto, e contou também com a participação de Philippe Perrenoud, educador e pesquisador da mesma universidade suíça.
Thurler trabalha em pesquisas sobre a profissionalização de professores e no desenvolvimento da qualidade de sistemas de ensino. É autora do livro Inovar no interior da escola, lançamento recente da Artmed Editora. Em sua palestra, disse que os novos objetivos de aprendizagem levam em conta o desenvolvimento de competências: “A experiência mostra que os alunos só aprendem quando enfrentam situações didáticas em que são obrigados a ultrapassar obstáculos e a construir novos saberes, consolidando suas aquisições”. Para desenvolver estratégias didáticas nesta lógica, os professores precisam conhecer os objetivos de aprendizagem e os planos de estudo, além da diversidade de situações problema que devem construir entre si e que podem adaptar conforme a necessidade e circunstância. Segundo a pesquisadora, seria desejável também dispor de um bom conhecimento dos processos em que os alunos constroem seus saberes.
Thurler considera que a gestão dos percursos de formação por ciclos, em que todos os sistemas estão envolvidos, obriga a assumir coletivamente a responsabilidade pela progressão dos alunos. Para que isso dê certo, os professores deveriam questionar e reinventar constantemente não só as praticas pedagógicas, mas também as relações profissionais e a organização do trabalho em sua escola. “É preciso criar novos processos mais flexíveis e moduláveis que acabe com atribuição fixa das classes (de aula) para uma só pessoa; que acabe com o eu e minha classe, com a divisão tradicional do trabalho, a fim de trabalhar melhor e colocar em sinergia as competências existentes, ou seja, é preciso falar juntos e nossos alunos”, explicou.
Os professores, no entendimento de Thurler, acreditam que a avaliação e o controle precedem o ensino ao invés de utilizá-los para gerenciar melhor a progressão dos alunos. “Os novos dispositivos propostos pela introdução dos ciclos praticamente proíbem a repetência e nos obrigam a desenvolver uma pedagogia diferenciada, que leve em conta as necessidades de todos os alunos, obrigando os professores a valorizarem mais os processos que os produtos da aprendizagem”, frisou a pesquisadora, dizendo que há novas modalidade de controle e de feedback.
Sobre a relação entre os profissionais de educação, Thurler explicou que “é muito difícil os professores receberem feedback dos colegas”. Para ela, isso somente acontece quando o professor é inexperiente. E completou: “Em outras profissões humanistas, isso acontece com freqüência, para ajudar colegas a identificarem alguns pontos que não foram atingidos ou pontos positivos para valorizar o trabalho”. Como desdobramento dessa noção, a obrigação em prestar contas sobre o trabalho realizado também é uma exigência. “A maioria dos professores não têm certeza se seu ensino produz realmente a aprendizagem desejada e confiam cegamente na sua capacidade de programação didática e na validade de seu sistema de avaliação; ou se fecham em uma atitude mais resignada e até mesmo cínica diante da dificuldade de fazer com que seus esforços correspondam a efeitos reais e palpáveis”, salientou.
Outro tema trabalhado pela professora da Universidade de Genebra foi o novo paradigma da formação, que substitui o modelo de especialistas pelo modelo distributivo, em que os professores trabalham de forma conjunta para elaborar juntos novos saberes e novas competências profissionais. Em outras palavras, o objetivo é montar uma rede de competências existentes e, com isso, identificar competências pela reflexão constante sobre a coerência de novas práticas.
Segundo seus estudos, podemos imaginar um conjunto de quatro tópicos complementares para combinarmos os procedimentos de formação que já existem aos novos enfoques. São eles: sensibilização aos objetivos e desafios das reformas; desenvolvimento de competências didáticas e pedagógicas; e iniciação à exploração colaborativa e cooperação continua em uma organização aprendiz. Em outras palavras, uma tentativa de construir no seio dos estabelecimentos escolares projetos nos quais os professores vão se profissionalizar de forma interativa, questionando suas práticas e também identificando objetivos comuns.

Origem do texto: http://www.educabrasil.com.br/eb/exe/texto.asp?id=429
PUBLICADO EM: UNCATEGORIZED

Paulo Freire

Verdades da Profissão de Professor

Ninguém nega o valor da educação e que um bom professor é imprescindível. Mas, ainda que desejem bons professores para seus filhos, poucos pais desejam que seus filhos sejam professores. Isso nos mostra o reconhecimento que o trabalho de educar é duro, difícil e necessário, mas que permitimos que esses profissionais continuem sendo desvalorizados. Apesar de mal remunerados, com baixo prestígio social e responsabilizados pelo fracasso da educação, grande parte resiste e continua apaixonada pelo seu trabalho.
A data é um convite para que todos, pais, alunos, sociedade, repensemos nossos papéis e nossas atitudes, pois com elas demonstramos o compromisso com a educação que queremos. Aos professores, fica o convite para que não descuidem de sua missão de educar, nem desanimem diante dos desafios, nem deixem de educar as pessoas para serem “águias” e não apenas “galinhas”. Pois, se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a sociedade muda.
Paulo Freire
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